
O assédio moral também pode ser conhecido como violência perversa ou violência moral que significa destruir alguém mediante o uso de gestos, palavras, olhares, não-ditos.
O assédio moral envolve atitudes e comportamentos, visíveis ou invisíveis, praticado em sua maioria por superiores hierárquicos, mas que também pode ser realizado por colegas de trabalho.
Podemos identificar como consequências do assédio moral as seguintes: destruição do trabalhador e adoecimento causado pelo intenso sofrimento, a perda do emprego, e em casos mais graves, o risco de suicídio.
O que se torna bastante alarmante é que o assédio moral nasce de forma branda, e às vezes, inofensiva, mas que se alastra rapidamente. Pode-se perceber claramente duas questões que se complementam e se ajustam numa relação direta de causa-efeito que seriam: abuso de poder e manipulação perversa da situação.
Sua prática é desumana, mas que de alguma forma está vinculada a sociedade capitalista que desqualifica a forma mais genuina do ser humano, que é a sua própria singularidade. Nem sempre é possível comprovar o assédio moral, na maioria das vezes, ocorre de forma velada, dissimulada e pode interferir diretamente na auto-estima da vítima, tornado-a um alvo fácil e frágil.
A humilhação repetitiva e de longa duração atinge a vida do trabalhador de modo direto, comprometendo sua identidade, dignidade, relações afetivas e sociais. Ocasiona graves danos à saúde física e mental constituindo assim um risco invisível, porém, concreto nas relações de trabalho.
O medo de perder o emprego, a insegurança e instabilidade social, econômica e financeira podem imobilizar o confronto com o agressor e levar os trabalhadores a vivenciar uma relação adoecedora com a organização.
Cada vez mais vemos organizações focadas em lucros e resultados e se esquecem de cuidar do capital mais valioso que tem em mãos: o humano. Como disse Chiavenato: “ as pessoas podem ser chamadas de colaboradores, associados, se as organizações as tratam dessa maneira. Ou ainda talento humano, capital humano, capital intelectual se as pessoas tem um valor maior para a organização.”
As organizações que caminham na contramão da proposta de Chiavenato e acabam por gerenciar inadequadamente seu potencial humano, serão fatalmente prejudicada.
Discorrendo sobre o assunto, podemos sucitar as seguintes questões: a extensão do homem a máquina é realmente a melhor opção? Pessoas agredidas, humilhadas e desmotivadas rendem melhor? Funcionários adoecidos são realmente úteis e produtivos? Existe comprometimento quando não há respeito e cooperação?